Os oceanos são um dos recursos naturais do planeta com maior potencial de exploração, no entanto são ainda muito pouco aproveitados. Essa importância assume ainda uma maior relevância pelo facto da superfície do planeta ser composta por 29,2% de Terra e 70,8% de Água, da qual 97,4% é água salgada de oceanos (96,5%) e mares (0,9%) e apenas 2,6% é água doce.

 

Esta enorme superfície recebe a maior fatia de energia emitida pelo sol que é a fonte de todas as energias. Em suma pode-se afirmar que os oceanos são fontes importantes de energia e a exploração do enorme potencial de energia disponível “Offshore” (afastada da costa largas dezenas de km) é um desafio que deve ser globalmente assumido para responder às futuras necessidades energéticas do planeta.

 

 

Podem ser usados diversos recursos energéticos associados aos oceanos para produzir eletricidade sem emissões de carbono, tais como:

  • energia de gradiente térmico;
  • energia de gradiente salinidade;
  • energia das marés e correntes de marés;
  • energia das ondas;
  • energia eólica “offshore”.

A procura de energia no mundo continuará crescente, fruto do aumento da população e do poder de compra em países com economias emergentes, prevendo-se que até 2030 o consumo de energia a nível mundial possa sofrer um aumento de 40%. O preço a pagar, garante a Agência Internacional de Energia (AIE) no “World Energy Outlook”, é que sem uma mudança nas atuais políticas energéticas, irá registar-se um aumento dramático na temperatura global do planeta. A solução passa necessariamente por apostar nas energias renováveis que deverão registar um aumento de 22% até 2030.

 

Para que se consiga atingir estas metas, é absolutamente estratégico e fundamental explorar os recursos energéticos existentes nos oceanos (Energia Renovável “Offshore”). No entanto, o futuro sector global da energia renovável “offshore” terá que compartilhar o oceano com outras atividades (transporte marítimo, pesca, aquacultura, desportos aquáticos, etc.).

 

O desenvolvimento de plataformas “offshore” multifuncionais de produção de energia renovável “offshore” parece ser o futuro para este sector, criando ecossistemas sustentáveis.

 

A maioria dos projetos de tecnologias energéticas oceânicas está ainda num estágio inicial de maturidade tecnológica e longe da sua fase comercial. No entanto, o exemplo de outras energias renováveis e seu crescimento exponencial na última década, sustentam a previsão de que a geração de energia “offshore” terá um grande crescimento até 2030, contribuindo para um desenvolvimento sustentável mundial.

 

 

A DECKSPOT desenvolve extensa atividade na conceção de sistemas de conversão de Energia Oceânica, que conduziram a vários pedidos de patentes de Propriedade Intelectual.